Exerço domínio sobre ti. Sinto-te nas minhas mãos, tal qual areia envolta pelo mar. Enrolo-te, eu sei.
Controlo-te, levando-te ao puro descontrolo. Abandonas as rédeas e deixas que te comande.
Apenas te faço a vontade daquilo daquilo que negas desejar.
Comigo és o todo, o teu próprio topo.
Segredo-te ao ouvido a nunca esquecida melodia da sedução. Alguns versos bastam.
Êxtase: uma vez dentro dele, complicado torna-se regressar.
Mostraste-me o teu branco mundo, que juntos decorámos com as pérfidas cores, compostas de preversas pinceladas e sensuais desenhos. Concebemos arte. A arte mais antiga da História: aquela que desperta mistério, que aumenta em nós a sede de mais e mais. A adrenalina no seu estado fundamental.
Exibo um provocador sorriso ao debruçar-me sobre a evolução da vida. O sentimento límpido não desapareceu, apenas foi escondido pelo sujo sentir, pelo imperfeito toque.
E congratulo-me por concluir que não desapareceu, senão tudo seria em vão e não passarias de apenas um, mais um.
Continuarás em mim pelo físico e pelo psíquico.
"O amor tem sempre o seu quê de loucura, ou não seria amor e não valeria a pena.".
nao vale apena palavras :)
ResponderEliminarvai masé trabalhar pah
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