
Vi-te adormecer no meu ombro. Mais uma vez.
Desta vez limitei-me a olhar para ti da forma que o ângulo me permitia; vislumbrar cada traço do teu rosto, cada fio de cabelo teu. Semi-cerrei os olhos, como que a conter qualquer emoção, para não te acordar. Meu belo adormecido.
Desviei o olhar para a vidraça que me acompanhava do lado direito e pensei: como é possível amar tanto alguém? Melhor, como é possível sentir que alguma vez poderia vir a ser tão amada?
Amor. Amante. Amatório. Amativo. Amar.
Ele diz que me ama. Eu digo-lhe que o amo; se for preciso, mil vezes por dia. Ou até só uma. Mais que lhe dizer, ele sabe. Temos um pacto. Não de sangue, nem de nada que se possa ver ou tocar. É um pacto silencioso, que tem a capacidade de tornar as nossas vidas enraizadas uma na outra, um pacto de eternidade.
Ele faz-me sentir amada, e tudo isso é encontrar um ponto de abrigo na presença dele, ter uma sensação de protecção quando me aninho nele, saber que todos os dias ele está lá a zelar pela minha felicidade, com o que pode e com o que não pode; é ver que ele me põe a cabeça no lugar quando estou a delirar, é reparar que ele se lembra de tudo o que conto, mesmo que tenha sido há duas semanas atrás, é sentir um aperto no peito a cada despedida. É ver o sorriso dele quando chamo o seu nome, é inspirar fundo para sentir o cheiro dele, é estar aconchegada quando ele me arranja os cobertores para não ter frio, é sentir-me o mundinho dele, quando ele me observa enquanto durmo. É saber que daqui a vinte, trinta, ou cem anos, vou amá-lo com a mesma intensidade que amo hoje.
Estou agarrada a ti, não com uma, mas com as duas mãos.
“diz que me amas, mas a berrar”.
Desta vez limitei-me a olhar para ti da forma que o ângulo me permitia; vislumbrar cada traço do teu rosto, cada fio de cabelo teu. Semi-cerrei os olhos, como que a conter qualquer emoção, para não te acordar. Meu belo adormecido.
Desviei o olhar para a vidraça que me acompanhava do lado direito e pensei: como é possível amar tanto alguém? Melhor, como é possível sentir que alguma vez poderia vir a ser tão amada?
Amor. Amante. Amatório. Amativo. Amar.
Ele diz que me ama. Eu digo-lhe que o amo; se for preciso, mil vezes por dia. Ou até só uma. Mais que lhe dizer, ele sabe. Temos um pacto. Não de sangue, nem de nada que se possa ver ou tocar. É um pacto silencioso, que tem a capacidade de tornar as nossas vidas enraizadas uma na outra, um pacto de eternidade.
Ele faz-me sentir amada, e tudo isso é encontrar um ponto de abrigo na presença dele, ter uma sensação de protecção quando me aninho nele, saber que todos os dias ele está lá a zelar pela minha felicidade, com o que pode e com o que não pode; é ver que ele me põe a cabeça no lugar quando estou a delirar, é reparar que ele se lembra de tudo o que conto, mesmo que tenha sido há duas semanas atrás, é sentir um aperto no peito a cada despedida. É ver o sorriso dele quando chamo o seu nome, é inspirar fundo para sentir o cheiro dele, é estar aconchegada quando ele me arranja os cobertores para não ter frio, é sentir-me o mundinho dele, quando ele me observa enquanto durmo. É saber que daqui a vinte, trinta, ou cem anos, vou amá-lo com a mesma intensidade que amo hoje.
Estou agarrada a ti, não com uma, mas com as duas mãos.
“diz que me amas, mas a berrar”.