Encosto o meu rosto ao meu ombro e sinto o teu cheiro. É tão bom!
Enrolo os meus braços em torno da almofada e imagino que és tu.
Fecho os olhos, relembro o teu olhar, o teu sorriso, as tuas mãos coladas nas minhas.
Atento no silêncio e consigo descobrir a tua voz algures no quarto. Estás sempre comigo, não estás?
Por vezes, meio tonta e pouco lúcida, acho que vais subir a minha varanda e bater muito devagarinho no vidro, e quando eu lá for, vais sussurrar no meio de risadas mal contidas "abre isto rápido!".
És o meu amor, aquele que, se um dia eu, sem querer, apagar da memória aquilo que vivemos, vai ficar do meu lado, a ler o que escrevi de ti e para ti, todos estes anos.
Peter Pan, fica do meu lado uma eternidade, como se essa eternidade fosse uma simples tarde no sofá.





















