segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quando tenho tardes como a de hoje, lembro-me...


Wendy: Peter... I should like to give you a kiss.

[Peter holds his hand out]

Wendy: Don't you know what a kiss is?

Peter: I shall know when you give me one.
 
Love you forever, Peter Pan ♥

domingo, 10 de julho de 2011

Uma notinha interessante...


Para quem, tal como eu, anda desesperado com a Química!

sábado, 9 de julho de 2011

The last dance



Quando te vi do outro lado do salão, decidi lançar-te o meu inusitado olhar e obrigar-te e pensar “vou dançar com ela”.
Nem passados cinco minutos, para os restantes breves, para mim longos, lá estavas tu, do meu lado esquerdo, com uma flute de champanhe a balançar entre os teus finos dedos.
Franzi a sobrancelha e deixei escapar-te um sorriso – talvez malicioso, sem dúvida misterioso –, quase como um apelo para te aproximares mais ainda.
Assim foi.
Estendeste-me a tua mão direita enquanto repousavas o teu copo na minha mesa. Puxaste-me, de uma forma tão abrupta e delicada ao mesmo tempo, que causou dentro de mim um paradoxo de emoções. Quem serias tu afinal?
Rodopiamos, entrelaçamos braços e pernas, fixámos o olhar várias vezes, o mesmo que te arrastou até mim.
Promete-me que assim dançaremos mesmo depois do dia em que ambos já não tenhamos forças, até à nossa última dança.

sábado, 28 de maio de 2011

Culinárias

Confirma-se quando dizem que ninguém sabe amar até o experimentar. Eu tenho vindo a provar de tal ementa e aconselho: é nutritiva, vitamínica, alimenta corpo e alma, e sobretudo, faz crescer (e muito).
O sabor inicialmente é doce, por vezes um pouco salgado. Chega a ter uma ponta de pimenta. Tem alturas que não deixa de ser ácido, e outras, raras, azedo. Mas sempre disseram que o que alguma vez foi doce, nunca amargou. Intenso.
Deve ingerir-se em doses diárias incontroladas, pois ninguém irá sofrer de ingestões se algum dia abusar (e isso sim, recomenda-se).
Não existe nenhum livro de receitas, nem nenhum sábio chefe de cozinha que saiba explicar tal mistério.

Também se confirma que não sou grande cozinheira, mas no que toca a esta receita...

Para o meu ingrediente predilecto,
Peter Pan.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"O quê que eu ia a escrever mesmo?"


Vi-te adormecer no meu ombro. Mais uma vez.
Desta vez limitei-me a olhar para ti da forma que o ângulo me permitia; vislumbrar cada traço do teu rosto, cada fio de cabelo teu. Semi-cerrei os olhos, como que a conter qualquer emoção, para não te acordar. Meu belo adormecido.
Desviei o olhar para a vidraça que me acompanhava do lado direito e pensei: como é possível amar tanto alguém? Melhor, como é possível sentir que alguma vez poderia vir a ser tão amada?

Amor. Amante. Amatório. Amativo. Amar.
Ele diz que me ama. Eu digo-lhe que o amo; se for preciso, mil vezes por dia. Ou até só uma. Mais que lhe dizer, ele sabe. Temos um pacto. Não de sangue, nem de nada que se possa ver ou tocar. É um pacto silencioso, que tem a capacidade de tornar as nossas vidas enraizadas uma na outra, um pacto de eternidade.
Ele faz-me sentir amada, e tudo isso é encontrar um ponto de abrigo na presença dele, ter uma sensação de protecção quando me aninho nele, saber que todos os dias ele está lá a zelar pela minha felicidade, com o que pode e com o que não pode; é ver que ele me põe a cabeça no lugar quando estou a delirar, é reparar que ele se lembra de tudo o que conto, mesmo que tenha sido há duas semanas atrás, é sentir um aperto no peito a cada despedida. É ver o sorriso dele quando chamo o seu nome, é inspirar fundo para sentir o cheiro dele, é estar aconchegada quando ele me arranja os cobertores para não ter frio, é sentir-me o mundinho dele, quando ele me observa enquanto durmo. É saber que daqui a vinte, trinta, ou cem anos, vou amá-lo com a mesma intensidade que amo hoje.

Estou agarrada a ti, não com uma, mas com as duas mãos.

diz que me amas, mas a berrar”.