domingo, 17 de maio de 2009

Liberdades


Exerço domínio sobre ti. Sinto-te nas minhas mãos, tal qual areia envolta pelo mar. Enrolo-te, eu sei.

Controlo-te, levando-te ao puro descontrolo. Abandonas as rédeas e deixas que te comande.

Apenas te faço a vontade daquilo daquilo que negas desejar.

Comigo és o todo, o teu próprio topo.

Segredo-te ao ouvido a nunca esquecida melodia da sedução. Alguns versos bastam.

Êxtase: uma vez dentro dele, complicado torna-se regressar.

Mostraste-me o teu branco mundo, que juntos decorámos com as pérfidas cores, compostas de preversas pinceladas e sensuais desenhos. Concebemos arte. A arte mais antiga da História: aquela que desperta mistério, que aumenta em nós a sede de mais e mais. A adrenalina no seu estado fundamental.

Exibo um provocador sorriso ao debruçar-me sobre a evolução da vida. O sentimento límpido não desapareceu, apenas foi escondido pelo sujo sentir, pelo imperfeito toque.

E congratulo-me por concluir que não desapareceu, senão tudo seria em vão e não passarias de apenas um, mais um.

Continuarás em mim pelo físico e pelo psíquico.

"O amor tem sempre o seu quê de loucura, ou não seria amor e não valeria a pena.".

terça-feira, 12 de maio de 2009

L's

Afagando os meus agora longos caracóis, relembro as vezes que afaguei os teus.
À medida que isto que denominamos dias avançam, sei que a cada passo, desconcertado ou não, consciente ou não, cansado ou não, lá estás tu, com aquele sotaque enraízado, tão nosso característico, com as hilariancias dos momentos por nós decorados e com os impensáveis episódios guardados nos bolsos, sempre prontos a serem (re)contados.

De ti, enfatizarei o meu filme. E tu, na constante de teus devaneios, fecundarás a banda sonora.

Pequeno, mas límpido de exageros - és tu.
L's ? Sim, somos.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Viagens&Regressos

Sou.
És.

Fomos.

Talvez voltemos a ser.

Meu (ani)mal! Adoentas-me a alma, ressacas-me os pensamentos, apertas-me a memória e, por fim, deixas-me pelo caminho.

Agora dás-me novas coordenadas, despertas-me o alarme e voltas a mostrar-me o quão bonitos ainda podem vir a ser os minutos em conjunto.

Prometi a mim mesma que a ti não retornaria, mesmo que te enxovalhasses às minhas solas, e consegui, até certo ponto, em mim mesma acreditar.

Tenho medo de te (re)descobrir e de me perder.

Tu sabes, aos dezasseis é o tudo ou o nada. Já foste o tudo, caíste no nada. E é nos teus breves e contados (quase) dezassete, que novamente te rabisco, te fecundo minha letra e te gravo mais um dos meus devaneios (sei que desta são outros).

Por enquanto, sem pressa nem ilusão, apenas aguardo um leve, e ao mesmo tempo orgásmico, sorriso teu, porque eu sei ...

"O bom filho à casa torna".