Quando te vi do outro lado do salão, decidi lançar-te o meu inusitado olhar e obrigar-te e pensar “vou dançar com ela”.
Nem passados cinco minutos, para os restantes breves, para mim longos, lá estavas tu, do meu lado esquerdo, com uma flute de champanhe a balançar entre os teus finos dedos.
Franzi a sobrancelha e deixei escapar-te um sorriso – talvez malicioso, sem dúvida misterioso –, quase como um apelo para te aproximares mais ainda.
Assim foi.
Estendeste-me a tua mão direita enquanto repousavas o teu copo na minha mesa. Puxaste-me, de uma forma tão abrupta e delicada ao mesmo tempo, que causou dentro de mim um paradoxo de emoções. Quem serias tu afinal?
Rodopiamos, entrelaçamos braços e pernas, fixámos o olhar várias vezes, o mesmo que te arrastou até mim.
Promete-me que assim dançaremos mesmo depois do dia em que ambos já não tenhamos forças, até à nossa última dança.
Sem comentários:
Enviar um comentário
The streets of love: i'm walkinhg them, and they are full of smiles