quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
As palavras que nunca te direi, porque não tas sei dizer
Eu não sei o que é perder alguém extremamente próximo de nós. Eu não sei o que é ficar horas, dias, anos a pensar no que se podia ter feito, mas não houve tempo, no que se podia ter dito, mas faltou coragem. Eu não sei o que é estar deitada, antes de adormecer, a imaginar como seria o presente se essa pessoa ainda estivesse do nosso lado. Eu não sei o que é enfiar a chave na fechadura à espera de ver essa pessoa do outro lado da porta e, no entanto, cair-me o mundo na mãos quando, em milésimas de segundo, percebo que isso já não é possível. Eu não sei o que é sentir tanto amor e vê-lo como que anulado, por não poder mostrá-lo, tocando, falando, ouvindo, rindo, abraçando. E eu também não sei o que é olhar em volta, ver tudo a mudar ao seu compasso e a imagem desse alguém permanecer sempre igual e o medo de que ela um dia se desvaneça a invadir-nos cada vez mais.
A única coisa que sei é que estou aqui para ti. Posso não ser muito forte, posso não completar de forma alguma o vazio que sentes e nem sequer compreendê-lo, mas posso garantir-te que nesse escuro em que pensas que vives, o primeiro gesto que fizeres com a tua mão vai ser de encontro à minha, porque ela estará lá, para te agarrar, para te puxar, para te reconfortar ou simplesmente para te tocar.
"Eu não sei tanto sobre tanta coisa, que às vezes tenho medo de dizer aquelas coisas que fazem chorar. E não me perguntes nada, eu não sei dizer."
Desculpa-me por tudo. És o homem da minha vida.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Quando tenho tardes como a de hoje, lembro-me...
Wendy: Peter... I should like to give you a kiss.
[Peter holds his hand out]
Wendy: Don't you know what a kiss is?
Peter: I shall know when you give me one.
Love you forever, Peter Pan ♥
domingo, 10 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
The last dance
Quando te vi do outro lado do salão, decidi lançar-te o meu inusitado olhar e obrigar-te e pensar “vou dançar com ela”.
Nem passados cinco minutos, para os restantes breves, para mim longos, lá estavas tu, do meu lado esquerdo, com uma flute de champanhe a balançar entre os teus finos dedos.
Franzi a sobrancelha e deixei escapar-te um sorriso – talvez malicioso, sem dúvida misterioso –, quase como um apelo para te aproximares mais ainda.
Assim foi.
Estendeste-me a tua mão direita enquanto repousavas o teu copo na minha mesa. Puxaste-me, de uma forma tão abrupta e delicada ao mesmo tempo, que causou dentro de mim um paradoxo de emoções. Quem serias tu afinal?
Rodopiamos, entrelaçamos braços e pernas, fixámos o olhar várias vezes, o mesmo que te arrastou até mim.
Promete-me que assim dançaremos mesmo depois do dia em que ambos já não tenhamos forças, até à nossa última dança.
sábado, 28 de maio de 2011
Culinárias
Confirma-se quando dizem que ninguém sabe amar até o experimentar. Eu tenho vindo a provar de tal ementa e aconselho: é nutritiva, vitamínica, alimenta corpo e alma, e sobretudo, faz crescer (e muito).
O sabor inicialmente é doce, por vezes um pouco salgado. Chega a ter uma ponta de pimenta. Tem alturas que não deixa de ser ácido, e outras, raras, azedo. Mas sempre disseram que o que alguma vez foi doce, nunca amargou. Intenso.Deve ingerir-se em doses diárias incontroladas, pois ninguém irá sofrer de ingestões se algum dia abusar (e isso sim, recomenda-se).
Não existe nenhum livro de receitas, nem nenhum sábio chefe de cozinha que saiba explicar tal mistério.
Também se confirma que não sou grande cozinheira, mas no que toca a esta receita...
Para o meu ingrediente predilecto,
Peter Pan.
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